RESENHA : A arte de amar


Escrito em 1956, pelo psicanalista alemão, filósofo e sociólogo Erich Fromm, A arte de Amar (The Art of Loving) aborda um dos temas que sempre despertou interesse nas pessoas, o amor.
Ah... o amor ...
O livro não é um guia, como muitos podem imaginar pelo nome, o amor uma arte, e é importante conhecer sua teoria e o mais importante : praticá-la !

Podemos ver que  o amor precisa ser trabalhado, exigindo prática e concentração, além de maturidade, desenvolvimento de personalidade, capacidade de amar ao próximo, humildade, coragem, fé e disciplina. Diferente do que se acredita o amor não é obra do acaso, sorte ou uma simples sensação agradável.

“O amor é a única resposta sadia e satisfatória para o problema da existência humana”, Existem diferentes tipos de amor, como o amor romântico, o amor fraternal, amor de pais, amor erótico, amor próprio e amor de Deus, e todos eles ajudam de alguma forma o ser humano a lidar com a separação e solidão.

“Sem amor, a humanidade não poderia existir um dia, o  homem precisa se conectar com outras pessoas e este fracasso pode significar a loucura e destruição de si mesmo e dos outros.

“No amor, ocorre o paradoxo de que dois seres sejam um, e, contudo, permaneçam dois.”
Eu achei esse livro sensacional, é claro objetivo e nos faz compreender de fato o que vem a ser o amor. Que muitas vezes achamos ser outra coisa. Ser aquela coisa que se molda a um tipo de situação, ou pessoa – o que não é.
Para se amar, é preciso entender, e esse entender abrange muito mais do que um simples : eu te amo.



Essas pessoas



As pessoas estão preocupadas com o que hão de vestir, com o carro que tem que trocar...
As pessoas estão preocupadas em manter uma aparência para mostrar a sociedade como elas “ estão “ felizes e realizadas, como conseguiram entrar no “padrão” que o sistema programou desde crianças para assim serem.
As pessoas não estão preocupadas em serem felizes de verdade, em aproveitar de fato os momentos, em alçar voos mais altos, em se arriscar, em tentar.
As pessoas levam uma vida juntando dinheiro, para no fim das contas não gastar por pena.
Esquisito né ? Eu acho.
As pessoas estão esquecendo do essencial, da prioridade, do suficiente.
As pessoas estão cada dia mais robotizadas e não seria errado eu dizer que a maioria não involuntariamente. O que chega a ser mais assustador ainda.
Não há nada que me faça mais feliz do que de manhãzinha cedo ver o sorriso da minha filha, receber um abraço de quem eu amo e perceber que a sensação gostosa que eu sinto, não poderá ser tirada de mim.
São essas coisas que me tiram da rotina, que me fazem perceber o quanto sou humana e o quanto preciso de coisas desse tipo para não me deixar ser programada.
Nunca ficou tão óbvio que, o deus desse sistema tem cegado as pessoas, ao ponto delas não perceberem que as melhores coisas da vida e as que de fato levamos para algum lugar, são as que não se podem ser compradas. São de graça. Preenche.
Nos traz de volta a nós mesmos... nos torna humanos.

É abstrato!