Dia mundial da Conscientização do Autismo



Existem crianças  que  vêem o mundo de uma forma diferente.
Não por que eles querem, mas por que a vida quis assim.
Crianças que interpretam coisas simples que fazemos de outra forma, as vezes lenta ou muito apressada.
Crianças que não conseguem associar chorar à dor ou a tristeza, o riso à alegria, não conseguem se comunicar porque simplesmente não conseguem ligar as palavras ao que elas dizem.
Essas crianças são autistas.
Em meio a tantas dificuldades, uma coisa é certa: onde há autismo, há também muito amor.

Durante muito tempo, quando havia ainda menos conhecimento sobre as causas do autismo, atribuiu-se o desenvolvimento da desordem em crianças à baixa afetividade de suas mães. O filho autista era resultado da “mãe-geladeira”, incapaz de estabelecer com ele uma relação afetiva satisfatória.
Apesar de já ter sido derrubada cientificamente, esta teoria parece ainda perdurar no imaginário das pessoas. Muitos casos, inclusive, deixam de ser diagnosticados porque a criança é amorosa e carinhosa.
O autismo não significa ausência de amor, nem de carinho.
O autismo é uma inabilidade desenvolvente complexa que tipicamente aparece durante os dois primeiros anos de vida e é o resultado de uma desordem neurológica que afeta o funcionamento do cérebro, afetando o desenvolvimento nas áreas de interação social e habilidades de comunicação.
O autismo é uma das cinco doenças que caem sob a alçada de Transtornos Invasivos do Desenvolvimento, uma categoria de desordens neurológicas caracterizadas por "um grave comprometimento em várias áreas do desenvolvimento."



Autismo não conhece os níveis de renda racial, étnica, social ou limites, da família, as escolhas de estilo de vida, ou níveis de ensino, e pode afetar toda a família e qualquer criança.
O importante é diagnosticar cedo. Autismo não é uma doença, é um jeito diferente de ser.
“Existe um vazio que só você pode notar. E ajudar a preencher.”

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